Revitalização promovida pela Prefeitura do Rio de Janeiro prevê investimento de R$ 17,2 milhões e altera rotina de lojistas e pedestres na Zona Oeste
Por Carlos Alvarenga
As obras de revitalização do Calçadão de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, foram oficialmente iniciadas na segunda-feira (13) e já estão transformando a paisagem de um dos principais polos comerciais da cidade. A intervenção, que está sendo executada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura em conjunto com a Rio-Urbe, foi planejada com foco na modernização urbana, acessibilidade e resgate histórico da área.
O projeto conta com um investimento de R$ 17,2 milhões e tem prazo estimado de conclusão de até 12 meses, podendo variar de acordo com as condições climáticas e o andamento das etapas de escavação.
Prazos, investimento e estratégia de execução
A execução da obra foi estruturada em trechos, estratégia adotada para reduzir os impactos no comércio local e preservar o funcionamento do calçadão durante períodos de maior movimento, como datas comemorativas.
De acordo com a Prefeitura do Rio de Janeiro, o acompanhamento do cronograma será feito por fases, com atualizações periódicas sendo divulgadas pelos canais oficiais da Rio-Urbe.
Resgate do traçado original e cenário atual das obras
Nesta fase inicial, o foco dos trabalhos está sendo direcionado à retirada do piso antigo e à identificação de elementos históricos do projeto original, desenvolvido pelo paisagista Roberto Burle Marx.
A proposta central da revitalização inclui o resgate do desenho artístico em pedras portuguesas, que ao longo dos anos foi descaracterizado por intervenções emergenciais, como remendos em asfalto.
Atualmente, o cenário observado no local é marcado por:
- Isolamento por trechos, com instalação de tapumes ao longo do eixo central do calçadão
- Manutenção de corredores laterais para garantir o acesso às lojas
- Atuação de equipes técnicas em serviços de escavação e nivelamento
Além disso, ações de ordenamento urbano foram reforçadas, com aumento da fiscalização e presença da Guarda Municipal, visando coibir o comércio irregular nas áreas isoladas e garantir a circulação segura de pedestres.
Impactos no comércio e mudanças na mobilidade
Durante os primeiros dias de intervenção, impactos imediatos já foram sentidos pelos comerciantes. A redução no fluxo de pedestres, causada por poeira, ruídos e alterações no acesso, foi registrada em diferentes pontos do calçadão.
Apesar das dificuldades iniciais, a expectativa de valorização da região vem sendo considerada positiva por parte dos lojistas, principalmente diante das melhorias previstas no projeto.
Entre as principais intervenções estruturais, destacam-se:
- Implantação de acessibilidade total, com instalação de piso tátil e nivelamento das calçadas
- Substituição completa da iluminação por sistema em LED, visando maior segurança no período noturno
- Reestruturação do sistema de drenagem, com foco na eliminação de pontos críticos de alagamento
Expectativa de valorização e desenvolvimento econômico
Especialistas em urbanismo avaliam que a revitalização do calçadão pode representar um marco no desenvolvimento econômico de Campo Grande. A obra está sendo inserida em um conjunto mais amplo de intervenções na região, incluindo projetos viários e de mobilidade urbana.
A tendência é que a melhoria da infraestrutura contribua para a atração de novos investimentos, ampliando a presença de grandes redes de varejo e fortalecendo o comércio local.
Campo Grande já é considerado um dos principais centros econômicos da Zona Oeste, e a modernização do calçadão pode consolidar ainda mais esse protagonismo.