O grupo alemão Thyssen deu início à segunda fase da venda das suas
plantas siderúrgicas no Brasil e nos Estados Unidos, que poderão ser
adquiridas separadas ou juntas por cerca de 7 bilhões de euros.
Na primeira fase, informou o grupo alemão em nota, várias empresas
demonstraram interesse nos ativos. "As empresas receberem informações e
fizeram visitas às unidades", informou, sem detalhar quem seriam os
interessados.
No Brasil, o ativo à venda é a CSA (Companhia Siderúrgica do
Atlântico), siderúrgica de placas de aço plano para exportação
localizada em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro, e que tem
como sócia a brasileira Vale. A Vale possui 26,87% do capital e o
ThyssenKrupp, 73,13%.
Na segunda fase, segundo o grupo alemão, as empresas selecionadas na
primeira fase farão uma "due dilligence" (uma espécie de auditoria) nas
plantas para depois formular suas propostas, que devem ser recebidas
ainda este ano.
"O ThyssenKrupp vem examinando todas as opções estratégicas para as
duas plantas, tanto no Brasil como nos EUA. As opções incluem uma
parceria ou uma venda", disse o grupo Thyssen em nota.
Segundo fontes do mercado e das empresas envolvidas, a CSN e a
Techint seriam as principais concorrentes pelos ativos do ThyssenKrupp
no Brasil.
Para o economista-chefe da SLW corretora, Pedro Galdi, apesar do
mercado siderúrgico estar em uma péssima fase devido à crise econômica
mundial, é possível que a CSA seja vendida se o preço for atraente.
"A CSA ainda vai dar prejuízo por um bom tempo, tem sobra de
capacidade de aço no mundo, mas ela tem ativos de logística, e é
interessante, dependendo do preço", explicou Galdi à reportagem.
Além da siderúrgica, com capacidade para 5 milhões de toneladas de
placas de aço por ano (está produzindo 3,5 milhões de toneladas, devido à
fraca demanda por aço no mundo), a CSA tem um porto com dois terminais e
uma termelétrica de 490 megawatts.
Até setembro do ano passado, último dado disponível, a CSA acumulava
prejuízo de R$ 8,2 bilhões. Os dois sócios investiram 5,4 bilhões de
euros para construir a unidade, inaugurada em 2010.
A sócia Vale tem poder de veto à compra por outro sócio e segundo uma
fonte da companhia estaria mais inclinada a aceitar a Techint do que a
CSN, que já foi sócia da mineradora na época da privatização mas por
desentendimentos saiu em 2001.
O processo de venda da CSA começou em maio e em junho a empresa
contratou os bancos Goldman Sachs e o Morgan Stanley para realizar a
venda.








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