Moradores de Santa Cruz já se mostram indignados com as declarações do Comitê
Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que declarou que o local da vigília e a missa do Papa Bendo XVI
ainda não está definido. Foram feitas diversas declarações por diversas autoridades eclisiasticas, ao longo dos últimos meses que Santa Cruz foi escolhida para sediar a vigília e a missa do
Papa. Com isso criou-se uma espectativa em cima da realização do evento, agora acenam com a possível transferência para outro local. Santa Cruz é um dos bairros mais indicados para sediar a "Santa Missa". Merece por tudo que representa para os católicos cariocas, e pela luta da sociedade local para a preservação do seu legado histórico deixado pela Igreja Católica.
Vejamos um pouco dessa história:
O Bairro de Santa Cruz é oriundo da fazenda Imperial de Santa Cruz (ou fazenda de Santa Cruz,
fazenda Real de Santa Cruz, ou fazenda dos Jesuítas). Após o Descobrimento do Brasil, com a chegada dos colonizadores portugueses à baía da Guanabara, a vasta região da baixada de Santa Cruz e montanhas vizinhas, foi doada a Cristóvão Monteiro, da Capitania de São Vicente, como recompensa aos serviços prestados durante a expedição militar que, em 1567, expulsou definitivamente os franceses da Guanabara.
Ao morrer Cristóvão Monteiro, a sua esposa, dona Marquesa Ferreira, doou aos padres da Companhia de Jesus sua parte das terras.
Estes religiosos, agregaram estas terras a outras sesmarias, constituíram um imenso latifúndio assinalado por uma grande cruz de madeira: a Santa Cruz. Em poucas décadas, a região compreendida entre a barra de Guaratiba, o atual município de Mangaratiba, até Vassouras, no Sul do atual Estado do Rio de Janeiro, integrava a poderosa Fazenda de Santa Cruz, a mais desenvolvida da Capitania do Rio de Janeiro nesta época, contando com milhares de escravos, cabeças de gado, e diversos tipos de cultivos, manejados com técnicas avançadas para a época.
Entre as edificações, hoje com valor histórico, contam-se igrejas e um convento, ambos ricamente decorados. Uma dessas obras remanescentes é a chamada Ponte do Guandu ou Ponte dos Jesuítas. Na verdade uma represa, foi erguida em 1752, com a finalidade de regular o volume das águas das enchentes do rio Guandu. Atualmente, esse monumento permanece com a sua estrutura original quase inalterada.
Outra das admiráveis iniciativas dos dirigentes da Fazenda de Santa Cruz, no plano da cultura, foi a fundação de uma Escola de Música, de uma Orquestra e de um Coral, integrados por escravos, que tocavam e cantavam nas missas e nas festividades quer na Fazenda, quer na Capital da Capitania. Considera-se, por essa razão, que Santa Cruz foi o berço da organização instrumental e coral do primeiro Conservatório de Música no Brasil.
Passa pelas terras da Fazenda de Santa Cruz a trilha que no período colonial ligava a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro ao sertão: o Caminho dos Jesuítas, posteriormente denominado Caminho das Minas, e posteriormente ainda, Estrada Real de Santa Cruz. O seu percurso estendia-se até ao porto de Sepetiba, onde se embarcava com destino à cidade de Parati, de onde partia a antiga Estrada Real.
Diante da expulsão dos Jesuítas dos domínios de Portugal e suas colônias, em 1759 por ação do Marquês de Pombal, o patrimônio da Companhia de Jesus (e a Fazenda de Santa Cruz) reverteu para a Coroa.
Até hoje o legado dos Jesuítas como sua história, relicários, documentos, sinais e costuames como a missa Campal e a Exaltação da Santa Cruz, marcam a presença católica no bairro.
Santa Cruz é o bairro mais católico que conheço, não é atoa que leva em seu nome tal honraria. Nosso bairro ficou esquecido por décadas, agora recentemente estamos se integrando a cidade do Rio de Janeiro, mais temos muito que melhorar, a vinda desse evento representa muito para nossa região pois dará visibilidade de nosso modo de vida, nossas necessidades básicas, mostrará o que temos de melhor e o que precisa melhorar, não podemos perder essa chance de sermos vistos e ouvidos.
Estes religiosos, agregaram estas terras a outras sesmarias, constituíram um imenso latifúndio assinalado por uma grande cruz de madeira: a Santa Cruz. Em poucas décadas, a região compreendida entre a barra de Guaratiba, o atual município de Mangaratiba, até Vassouras, no Sul do atual Estado do Rio de Janeiro, integrava a poderosa Fazenda de Santa Cruz, a mais desenvolvida da Capitania do Rio de Janeiro nesta época, contando com milhares de escravos, cabeças de gado, e diversos tipos de cultivos, manejados com técnicas avançadas para a época.
Entre as edificações, hoje com valor histórico, contam-se igrejas e um convento, ambos ricamente decorados. Uma dessas obras remanescentes é a chamada Ponte do Guandu ou Ponte dos Jesuítas. Na verdade uma represa, foi erguida em 1752, com a finalidade de regular o volume das águas das enchentes do rio Guandu. Atualmente, esse monumento permanece com a sua estrutura original quase inalterada.
Outra das admiráveis iniciativas dos dirigentes da Fazenda de Santa Cruz, no plano da cultura, foi a fundação de uma Escola de Música, de uma Orquestra e de um Coral, integrados por escravos, que tocavam e cantavam nas missas e nas festividades quer na Fazenda, quer na Capital da Capitania. Considera-se, por essa razão, que Santa Cruz foi o berço da organização instrumental e coral do primeiro Conservatório de Música no Brasil.
Passa pelas terras da Fazenda de Santa Cruz a trilha que no período colonial ligava a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro ao sertão: o Caminho dos Jesuítas, posteriormente denominado Caminho das Minas, e posteriormente ainda, Estrada Real de Santa Cruz. O seu percurso estendia-se até ao porto de Sepetiba, onde se embarcava com destino à cidade de Parati, de onde partia a antiga Estrada Real.
Diante da expulsão dos Jesuítas dos domínios de Portugal e suas colônias, em 1759 por ação do Marquês de Pombal, o patrimônio da Companhia de Jesus (e a Fazenda de Santa Cruz) reverteu para a Coroa.
Até hoje o legado dos Jesuítas como sua história, relicários, documentos, sinais e costuames como a missa Campal e a Exaltação da Santa Cruz, marcam a presença católica no bairro.
Santa Cruz é o bairro mais católico que conheço, não é atoa que leva em seu nome tal honraria. Nosso bairro ficou esquecido por décadas, agora recentemente estamos se integrando a cidade do Rio de Janeiro, mais temos muito que melhorar, a vinda desse evento representa muito para nossa região pois dará visibilidade de nosso modo de vida, nossas necessidades básicas, mostrará o que temos de melhor e o que precisa melhorar, não podemos perder essa chance de sermos vistos e ouvidos.
Se vôce é a favor que a missa seja feita em Santa Cruz comente essa matéria.
Veja abaixo a campanha de Tiago Pierce Petrova, morador de Santa Cruz, mostrando sua indignação sobre as declarações dos Organizadores da JMJ RIO 2013.








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