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A MAG é uma arma para matar, para destruir e, não, de uso policial. A
função da polícia é cercar, render, dar voz de prisão e, por último, se
houver resistência, se defender. O que vemos é um ataque, um extermínio,
cenas que lembram Vietnã — critica o especialista.
A arma — que na operação foi usada acoplada a uma base dentro
do helicóptero Huey II, mais nova aeronave da Polícia Civil — é
considerada inadequada a ambientes urbanos devido ao seu alto poder de
destruição, pelas rajadas, que disparam à cadência de 650 a mil tiros
por minuto. A metralhadora também foi usada pela polícia civil na
operação que resultou na morte do traficante Márcio José Sabino Pereira,
o Matemático, em maio do ano passado.
Alves também chama de "irregular" a alteração da cena do crime por agentes da polícia.
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Chama a atenção a entrada dos agentes numa casa onde está um dos mortos
e carregam o corpo para um bar, alterando a cena do crime. Isso é
irregular e fere inclusive o artigo 6º do Código Penal (a autoridade
policial dever providenciar para que o estado e conservação da cena do
crime seja preservada) — diz Alves.
Fonte: Jornal Extra
Fonte: Jornal Extra
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Segurança